Mergulhadores reforçam buscas por homem que caiu com caminhonete em rio após confundir rampa com estrada
Caminhonete cai em rio de MS e mulher é encontrada morta; motorista está desaparecido Equipes de mergulho do Corpo de Bombeiros de Campo Grande reforçam as b...
Caminhonete cai em rio de MS e mulher é encontrada morta; motorista está desaparecido Equipes de mergulho do Corpo de Bombeiros de Campo Grande reforçam as buscas, realizadas em conjunto com os bombeiros de Ivinhema, pelo corpo de João Luiz dos Santos, de 56 anos. Ele desapareceu após a caminhonete em que estava com a esposa, Estela Tomazetto, de 48 anos, cair em uma rampa de acesso ao Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina (MS), no domingo (1º). De acordo com o Corpo de Bombeiros de Ivinhema, as condições do rio dificultam as buscas. O nível da água está três metros acima do normal em razão das chuvas na região. Além disso, a água está turva e a correnteza, forte. O leito apresenta pedras de diferentes tamanhos e bancos de areia ao longo do percurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A caminhonete foi localizada a 6,5 metros de profundidade e a 40 metros do ponto onde afundou. O corpo de Estela estava dentro do veículo. Os bombeiros também mobilizam uma lancha de maior potência para ampliar as buscas na superfície e percorrer uma área mais distante do local do acidente. Estepe foi encontrado a 40 quilômetros do local do acidente O estepe da caminhonete, que aparece atrás do veículo no vídeo, foi encontrado por um pescador na manhã de segunda-feira (2), abaixo de uma ponte entre Ivinhema e Nova Andradina. O objeto estava a cerca de 40 quilômetros rio abaixo do ponto onde a caminhonete afundou. O sargento Da Silva, do Corpo de Bombeiros de Ivinhema, explicou que, quando uma pessoa se afoga, o corpo inicialmente afunda e pode ser arrastado pela correnteza ao longo do leito do rio. No caso do Rio Ivinhema, as pedras podem fazer com que o corpo role e bata no fundo. Com o início da formação de gases, ele tende a subir e pode chegar à superfície. Segundo o militar, esse deslocamento dificulta o trabalho das equipes, pois o corpo pode ficar preso a obstáculos no fundo do rio ou ser levado pela correnteza. A visibilidade também é reduzida, o que impede os mergulhadores de enxergar a mais de 30 centímetros de distância. O nível elevado da água pode fazer com que o corpo demore mais para chegar à superfície e seja encontrado longe do local do acidente. Casal confundiu estrada e afundou caminhonete em MS g1 Polícia considera que entrada no rio foi acidental De acordo com o delegado Gustavo Oliveira, a Polícia Civil considera que a entrada da caminhonete no Rio Ivinhema foi acidental. A análise das câmeras de segurança não apontou indícios de feminicídio ou suicídio. A principal hipótese é que o casal, natural do Paraná e que trabalhava em uma fazenda na região, tenha confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho de estrada alagado. A polícia também apura relatos de consumo de bebidas alcoólicas antes do acidente. Segundo o delegado, o casal não morava no condomínio fechado onde ocorreu o acidente, nem estava hospedado ou alugava algum imóvel na região. Por isso, a entrada no local teria ocorrido por engano. Porta teria aberto quando a caminhonete já estava no fundo Caminhonete afundou em rio de Mato Grosso do Sul. Câmeras de segurança/Reprodução Outro ponto analisado pela polícia é a dificuldade de os ocupantes deixarem a caminhonete antes que ela afundasse. Segundo a investigação, o veículo afundou cerca de quatro segundos após entrar na água. Nesse intervalo, o rio já havia invadido a cabine, dificultando a abertura das portas. A perícia não identificou sinais de que os ocupantes tenham conseguido sair do veículo. A suspeita é de que uma das portas tenha sido aberta apenas quando a caminhonete já estava no fundo, lançando uma das vítimas para fora. Investigação não aponta indícios de morte intencional O delegado afirmou que a investigação não encontrou histórico de violência entre o casal nem outros elementos que indiquem uma morte intencional. A hipótese investigada é de que o acidente tenha sido provocado por um erro de percepção sobre as condições do acesso ao rio. As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por João Luiz. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do acidente. Casal confundiu rampa de acesso ao rio com estrada alagada, diz polícia Redes sociais/ Corpo de Bombeiros Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:





