Número de brasileiros que trabalham por aplicativo cresce quase 40% em 3 anos, diz IBGE

Número de brasileiros que trabalham por aplicativo cresce quase 40% em 3 anos, diz IBGE Jornal Nacional/ Reprodução Um levantamento do IBGE, divulgado nesta ...

Número de brasileiros que trabalham por aplicativo cresce quase 40% em 3 anos, diz IBGE
Número de brasileiros que trabalham por aplicativo cresce quase 40% em 3 anos, diz IBGE (Foto: Reprodução)

Número de brasileiros que trabalham por aplicativo cresce quase 40% em 3 anos, diz IBGE Jornal Nacional/ Reprodução Um levantamento do IBGE, divulgado nesta sexta-feira (4), mostra que 2 milhões de brasileiros estão trabalhando por aplicativos. Nos horários de pico, em que o algoritmo se agita, eles são os funcionários "do corre". Segundo o IBGE, 2 milhões de brasileiros usam as plataformas digitais para trabalhar. Principalmente de carro, moto e bicicleta. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Seja por causa da flexibilidade de horários ou pela falta de vagas, o número de trabalhadores que têm nos aplicativos a principal fonte de renda cresceu 36,8% em três anos. A maioria trabalha no transporte de passageiros. De cada 100, aproximadamente 60 ocupam essa função. Entregadores representam 30% do total - foi o grupo que mais aumentou de um ano para outro. Quase 85% dos que tiram seu sustento das plataformas são homens. Mulheres representam pouco mais de 15% dessa mão de obra. Em termos de salário, o rendimento médio mensal dos brasileiros que trabalham nas plataformas e dos que não trabalham é basicamente o mesmo: pouco mais de R$ 3,1 mil. Ainda segundo o IBGE, entre aqueles que têm menos escolaridade, os que trabalham nos apps ganham mais. Por outro lado, a jornada nos aplicativos é mais extensa. “Onze da manhã até dez da noite. É uma jornada longa. Mas fazer o quê? Tem que trabalhar, né?”, diz o entregador Henrique Coutinho. O grupo também é marcado por mais informalidade e por menos contribuições para a Previdência. “Então, a gente tem que entender por que eles não querem entrar no sistema de proteção social e o que a gente tem que fazer para poder tornar o sistema de proteção atrativo para todos os trabalhadores. É uma mudança estrutural do mercado de trabalho, é um grupo de trabalhadores que vem para ficar”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, professor e economista da FGV Ibre. Futuro é um assunto que mexe com a motorista de aplicativo Eleniude Diniz Busquet, que está estudando para ser advogada. Repórter: Daqui até você realizar seu sonho, quantos quilômetros faltam? Eleniude: Quilômetros não, mas umas dez... Mais umas 5 mil viagens. Repórter: Então que dê tudo certo até lá. Eleniude: Muito obrigada. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Jornada maior, renda menor: quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, mostra IBGE